sexta-feira, 9 de abril de 2010

Rock - Dicas - The Black Crowes


The Black Crowes, banda de rock norte-americana de Atlanta, Georgia, começou em 1985 e vendeu mais de 15 milhões de álbuns. A banda ocupava até há pouco tempo, a posição #92 na lista dos 100 Maiores Artistas de Hard Rock da VH1.
É uma das mais eficazes máquinas no campo das guitarrices e psicodelias em geral. O grupo mostra nos seis discos lançados e ao vivo que é muito mais do que uma cópia dos Rolling Stones ou o Faces - a quem são freqüentemente associados.
Com integrantes não muito mais velhos que suas próprias tendências, a banda tem a aparência tipicamente roqueira: cabelos longos, roupas aveludadas, coletes e físicos impossivelmente fracos. Além disso, aquele tradicional som "blueseiro" e alcoólatra.
O vocalista Chris Robinson é um dos mais intrigantes showmen do rock atual. Com voz de Rod Stewart, trejeitos de Mick Jagger e visual glam inspirado em David Bowie, ele faz a linha de frente do Black Crowes com seu irmão Rich Robinson, que fundiu em sua guitarra a magreza de Keith Richards e a sensação rítmica suja de Ron Wood.
Stan, o pai dos irmãos Robinson, foi cantor e teve até uma música pop famosa chamada "Boom-a-Dip-Dip". Ele sempre desencorajou os filhos a se tornarem músicos profissionais, mas por volta de 1984 eles já estavam formando a banda Mr. Crowe's Garden (nome do conto de fadas preferido dos Robinson), que logo passou a se chamar simplesmente Black Crowes e culminou com Chris abandonando a faculdade.
A banda pode ser definida como a fusão de hard rock com rock psicodélico, misturando um blues pesado com rock básico. Com essa mescla convocaram o baixista Johnny Colt, o guitarrista Jeff Cease e o baterista Steve Gorman para gravarem o primeiro disco em 1990, Shake Your Moneymaker, forte investida na mistura rock/blues e a estréia é surpreendente. O disco vendeu mais de 4 milhões de cópias e com ele a banda foi eleita revelação do ano pelos críticos norte-americanos. "Twice As Hard", "Jealous Again" e "Hard To Handle", de Otis Redding são algumas das pérolas do álbum, sem contar a lindíssima balada "She Talks To Angels", que sozinha vale o disco.
Em março de 1991, foram convidados para abrir shows do ZZ Top. Durante a tour, Chris Robinson fez algumas observações sarcásticas sobre comercialismo e foram expulsos após expressarem suas opiniões sobre manter bandas de rock livres da incorporação de patrocinadores, já que a marca de cerveja que estava realizando a excursão, obviamente, não gostou nem um pouco da idéia.
Dois meses depois a banda sairia em turnê própria, abrindo seus shows com um ato da ópera Maggie’s Dream. Como se pode perceber, Chris Robinson não é uma pessoa fácil, e na mesma época foi preso por agressão e por perturbar a paz depois de discutir com uma cliente de uma loja de conveniência em Denver. Passou três meses brigando na Justiça, onde conseguiu o direito de cumprir 6 meses de trabalho comunitário em liberdade após desembolsar 530 dólares de multa.
Chris desmoronou em desnutrição e esgotamento durante a passagem da banda pelo Reino Unido, onde estava sendo altamente requisitada. Mal se recuperou dos problemas de saúde e o vocalista levou sua banda ao Monsters Of Rock em Moscou, na Rússia.
Jeff Cease é então substituído pelo guitarrista Marc Ford, vindo da banda Burning Tree, de Los Angeles. O Crowes apoia a retórica a favor da maconha, tocando no Great Atlanta Pot Festival, organizado pela National Organization to Reform Marijuana Laws, algo como Organização Nacional Para Reforma das Leis da Maconha.
No segundo trimestre de 1992 é lançado o segundo álbum, chamado The Southern Harmony And Musical Companion. O sucesso permite experimentações e a banda mergulha no psicodelismo. Músicas como "Remedy", "Thorn In My Pride", "Sometimes Salvation" e a inspiradíssima versão de "Time Will Tell", de Bob Marley, levam o álbum ao topo da parada norte-americana e ao segundo lugar da parada inglesa.
Com o sucesso, a banda se estabeleceu como uma atração obrigatória nos concertos populares de verão nos EUA. Ainda em 1992 a banda adicionou o tecladista Eddie Hersch ao grupo como um integrante permanente.
Em fevereiro de 1993, um show com entrada gratuita em Houston ocasionou uma verdadeira invasão ao local da apresentação, fazendo com que a segurança da própria banda estivesse ameaçada. Porém, o êxtase dos fãs e o bom trabalho da polícia fizeram do show um fato marcante na história da banda.
Em março do mesmo ano a banda encerraria um show em Louisville, Kentucky, após tocar apenas uma música, devido a problemas no backstage entre os roadies e oficiais da divisão de narcóticos do estado. Neste mesmo dia, o chefe de segurança e o supervisor comercial da banda foram presos após agredirem os policiais.
A fórmula dos álbuns anteriores é levada às últimas conseqüências no terceiro disco "Amorica", lançado em 1994. Eles carregam no experimental em "Gone” e “A Conspiracy", na melodia em "Wiser Time" e no groove em "P.25 London". Amorica chega ao top 10 da parada norte-americana, mas a marca principal do disco foi a capa, que mostra o close de uma mulher de biquíni, que tem parte de seus pêlos púbicos expostos. A ilustração do biquíni possui desenhos que remetem a bandeira norte-americana, por isso algumas tiragens tiveram sua capa alterada devido a atritos com autoridades governamentais.
"Eu sei que isso é o que nós queremos ser e onde queremos viver, por isso estamos presos na América", explica Chris Robinson sobre a inspiração do título de Amorica. Durante a turnê deste disco, a banda vai ao Brasil e faz um show com longas jam sessions.
Em julho de 1996 sai o quarto álbum da banda, Three Snakes And One Charm, com Eddie Harsch tocando teclados. Problemas de relacionamento pessoal e musical entre os irmãos Robinson quase decretam o fim. Muita loucura e a falta de uma direção musical resultam em um trabalho irregular. Destaques para "Blackberry", "Good Friday" e "Evil Eye".
Em agosto de 1997, Marc Ford é despedido depois de cinco anos como guitarrista da banda. Poucos meses depois, o baixista Johnny Colt também sai, entrando em seu lugar Sven Pipien, ex-Mary My Hope. Após assinarem contrato com a Columbia Records, é lançado em 1998 o quinto álbum, By Your Side. Produzido por Kevin Shirley, um dos colaboradores do Aerosmith, o disco é uma espécie de retorno às origens. Musicalmente, os irmãos Robinson nunca estiveram tão entrosados. O rockão "Go Faster", o já sucesso "Kickin'My Heart Around" e a porrada "HorseHead" fazem deste um álbum coeso.
Saem em turnê durante seis semanas, a qual foi chamada de "Sho' Nuff" e no mesmo ano lançam uma box set com os cinco discos da banda remasterizados chamada SHO'NUFF - The Complete Black Crowes, cada um com músicas inéditas ou versões alternativas, mais um CD extra gravado ao vivo durante a tour.
No mesmo ano a banda une-se a Jimmy Page para uma série de apresentações nos EUA e Inglaterra. Em 2000 lançam o álbum "Jimmy Page and the Black Crowes Live at the Greek", que consiste principalmente nos padrões Led Zeppelin de se fazer música. Versões de clássicos zeppelianos com o toque especial dos irmãos Robinson fazem deste um disco empolgante do começo ao fim, com destaque para a alucinante versão de "Ten Years Gone". Esse álbum arrepiou alguns conservadores no mundo da indústria fonográfica, por sua distribuição inicial ter sido feita online. O excelente guitarrista Audley Freed, ex-Cry Of Love, também fez parte da formação da banda que acompanhou a turnê com Jimmy Page.
Em 8 de Maio de de 2001 a banda lança seu sexto álbum de estúdio Lions,, que inclue músicas como "Miracle To Me", "Losing My Mind", "Soul Singin", "Cosmic Friend" e etc.
Mas em 2002 o Black Crowes anunciam um "hiato por tempo indeterminado". Muitos decretaram que esse era o fim da banda, ocasionado por problemas de relacionamento entre os membros e principalmente devido ao casamento de Chris Robinson com a atriz Kate Hudson .
Durante este período, Chris lançou dois discos solo: New Earth Mud (2003) e This Magnificent Distance (2004). Seu irmão, Rich Robinson, também lança um disco próprio: Paper (2004).
Após mais de 3 anos, em 2005, o Black Crowes, retornou aos palcos num clima eufórico e intimista. O primeiro show, no dia 14 de Março de 2005, ocorreu no pequeno bar “Staircase”, na cidade de Pittson-PA. O curioso é que nesses shows em bares, os Black Crowes estavam com outro nome.
Mr.Crowe’s Garden, que era o nome da banda antes do estrelato, foi o codinome do grupo para despistar a grande imprensa. Sendo assim, somente os verdadeiros fãs atentos iriam aos concertos. Esses shows, que também serviram para aquecer as turbinas da banda, duraram uma semana. O tão aguardado show oficial de retorno dos Black Crowes se deu no dia 22 de Março de 2005, em Nova York, no Hammerstein Ballroom. Ingressos esgotados e uma noite com graneds clássicos da banda.
Com exceção do baterista Steve Gorman, que anda parado com a música, os Black Crowes voltaram com Chris Robinson (vocal), Rich Robinson (guitarra e voz), Sven Pipien (baixo), Ed Harsch (teclado), Bill Dobrow (bateria), além do grande guitarrista Marc Ford, que após a saída dos Crowes em 1997, andou tocando com Gov’t Mule e Ben Harper.
Steve Gorman retornou a banda na segunda metade de 2005. No mesmo ano, realizaram uma curta turnê com Tom Petty and the Heartbreakers.
Em 21 de Março de 2006, Black Crowes lançou seu primeiro DVD oficial, intitulado "Freak n' Roll... Into The Fog", que traz um show ao vivo gravado no histórico Fillmore Auditorium em San Francisco, Califórnia. O DVD traz ainda material bônus com cenas de bastidores.

Discografia
CD's
  • Shake Your Money Maker (1990)
  • The Southern Harmony and Musical Companion (1992)
  • Amorica (1994)
  • Three Snakes & One Charm (1996)
  • Sho' Nuff (Box set com faixas bônus) (1998)
  • By Your Side (1999)
  • Greatest Hits 1990-1999: A Tribute to a Work in Progress (2000)
  • Live at the Greek (com Jimmy Page) (2000)
  • Lions (2001)
  • Live (2002)
  • The Lost Crowes - The Tall Sessions - The Band Sessions (2006)
  • Warpaint (2008)
  • Before The Frost... Until The Freeze (2009)
DVD's
  • [2006]Who Killed That Bird Out on Your Window Sill
  • [2006]The Black Crowes: Freak N Roll into the Fog
  • [2008]The Black Crowes: Warpaint Live
  • [2009]The Black Crowes: Cabin Fever 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Rock - Atualidades - Roger Hodgson



Um dos maiores ícones mundiais do rock progressivo dos anos 70 e 80 volta ao Brasil para realização de turnê em 3 capitais brasileiras. Em São Paulo ele se apresenta dia 14 de maio na Via Funchal.

Roger Hodgson, nasceu em 21 de março de 1950, na Inglaterra, é um músico e cantor inglês e co-fundador da banda Supertramp. Conhecido por sua voz poder atingir altos agudos, uma marca registrada do Supertramp. É o coração e a alma do grupo SUPERTRAMP. Dono de uma das vozes mais reconhecíveis da história do rock e de músicas que marcaram toda uma geração.

Durante 14 anos, Roger foi vocalista e líder do SUPERTRAMP, onde sua música e sua voz fizeram da banda um fenômeno do rock mundial com mais de 60 milhões de discos vendidos.

Supertramp foi a banda britânica de rock que lançou e emplacou uma série de álbuns de sucesso nos anos 70. No princípio, gravavam mais álbuns conceituais, mas tornaram-se conhecidos mundialmente por suas posteriores canções ao estilo dos Beatles, como “Dreamer”, “Give a Little Bit”, “The Logical Song”, “Breakfast in América”, “Goodbye Stranger” e uma série de outros sucessos.

O Supertramp no auge de sua popularidade, era considerada a banda de rock que mais vendia no mundo. E realmente, a banda era um sucesso tão estrondoso quanto os Rolling Stones, a diferença era que os cinco integrantes optavam por uma espécie de anonimato (talvez uma característica do estilo), sem grandes explorações comerciais da imagem individual. Segundo especialistas, esse fator comprova a qualidade natural da banda e a ratifica entre as melhores e maiores bandas da história do rock clássico internacional.

Roger Hodgson, vocalista de voz aguda e suave, com um público fiel e apaixonado, alcançou sucesso depois do lançamento de "Crime of the Century" em 1974, com seu estilo conceitual e progressivo em favor da música pop.

Roger Hodgson é o autor dos maiores sucessos do grupo, como: "The Logical Song", "Dreamer", "Give A Little Bit", "Breakfast in America", "It’s Raining Again", "Take the Long Way Home" e "Fool’s Overture".

Após o término da Banda em 1983, Hodgson investiu em sua carreira solo, lançando em 1984 o álbum “In The Eye of the Storm", vendendo mais de 2 milhões de cópias. Além de produtor do disco, Hodgson escreveu todas as músicas e tocou todos os instrumentos. Com estilo comparado ao do Supertramp, incluía faixas tais como "Had a Dream (Sleeping with the Enemy)" and "In Jeopardy".

Seu segundo álbum solo, "Hai Hai", foi lançado em 1987 e em 2000 lançou "Open the Door", gravado na França.



Fonte: www.viafunchal.com.br

terça-feira, 6 de abril de 2010

Rock - Dicas - Cactus





Por Marcos Antônio Machado da Cruz


Tudo começou em 1967 com o Vanilla Fudge, banda formada por Tim Bogert (baixo, vocais), Carmine Appice (bateria), Mark Stein (teclados, vocais) e Vince Martell (guitarra, vocais). Seu som era um pouco indefinido, pois mesclavam influências de música sinfônica e hard-rock ao mesmo tempo tanto em músicas próprias como versões (Eleanor Rigby dos Beatles por exemplo).
Depois de dois anos e um relativo sucesso nos EUA, brigas internas acabaram decretando o fim da banda. Bogart e Appice acabaram sendo convidados por Jeff Beck prá formarem uma superbanda ao lado dele e de Rod Stewart, porém nessa época Beck acabou sofrendo um acidente sério que o deixou fora de circulação por um bom tempo. Bogart e Appice não iriam aguentar ficar tanto tempo parados, e acabaram convidando o cantor Rusty Day, vindo do Amboy Dukes (banda de Ted Nugent) e o guitarrista Jim McCarty, que havia tocado no Mitch Ryder Detroit Wheels e no Buddy Miles Express. Com essa formação gravam seu clássico primeiro disco, intulado somente "Cactus". Com porradas bem rock’n’roll (Let Me Swin/Feel So Good), "baladinhas" com pitadas levemente country (My Lady From South of Detroit – homenagem à alguma "dama" da cidade natal de Rusty e McCarty) e covers inspiradíssimos (Parchman Farm de Mose Allison e You Can’t Judge a Book by the Cover de Willie Dixon).
Apesar de fazer um hard supervirtuoso a banda não consegue emplacar este disco, e em 1971 lançam mais dois álbuns: One Way... Or Another e Restrictions. Estes dois discos seguiam a fórmula do primeiro disco alternando petardos (Rock’n’Roll Children/Big Mama Boogie/Evil/Sweet Sixteen) à versões novamente inspiradíssimas (Long Tall Sally/Token Chokin’) e as inevitáveis baladinhas (Song for Aries/Alaska) tudo isto misturado com pitadas de boogie e country, resultando em mais dois grandes álbuns de hard-rock setentista. Porém, talvez devido à pouco repercussão destes álbuns na época, novamente brigas internas acabaram fazendo com que Rusty e Bogart saíssem da banda em 1972. Então foram chamados no vocal o cantor Peter French, egresso do Atomic Rooster, e mais dois músicos de Detroit, o tecladista Duane Hitchings e o guitarrista Werner Frittzchings. Com essa formação gravam mais um álbum, o "Ot’n’Sweaty".
O lado A do disco vinha com um bom trecho de uma apresentação energética da banda no Festival de Mar Y Sol realizado em Porto Rico (!) em 3 de Abril de 1972. O lado B continha algumas excelentes faixas de estúdio, na mesma linha dos álbuns anteriores. Porém, brigas internas desta vez acabam de vez com a banda. Jim McCarty forma outra banda chamada Shoot, e posteriormente o Rockets; Appice se reencontra com Bogart e desta vez concretizam seu projeto inicial de uma superbanda ao lado de Jeff Beck, o Beck Bogert & Appice. O tecladista Duane Hitchings ainda tentou formar uma banda chamada New Cactus Band contando com Jerry Norris na bateria, Roland Robinson no baixo e Mike Pinera na guitarra, este último com passagem pelo Iron Butterfly e Ramatan (banda de Mitch Mitchell ex-baterista do Jimi Hendrix Experience). Gravam um disco até que interessante com esta formação, porém longe das obras-primas do Cactus original.
No final da década de 70 até a década de 90 os lps do Cactus se tornaram raríssimos, disputados a tapas em sebos, chegavam à custar 50 dólares cada! Nenhum deles chegou à sair no Brasil. Com o advento do CD, os três primeiros títulos foram lançados no mercado japonês, depois o segundo e terceiro disco saíram em edição inglesa e alemã respectivamente (curiosamente até hoje não houve nenhuma edição americana dos mesmos). O quarto disco só saiu em edição pirata (gravada de um vinil em excelente estado – porém infelizmente há um pequeno "pulo" na sétima faixa – Telling You). Porém quem não quiser pagar uma grana preta pelas edições japonesas (e mesmo as européias) uma boa pedida é a coletânea "Cactology" lançada em 1996 que faz um bom apanhado da obra da banda, incluindo uma faixa inédita do show em Porto Rico. Rock'nRoll de primeiríssima qualidade!


"There’s a love that I dream of at night
When I’m home by the fireside of thought
After her all the rest don’t seem right
You should feel all the goodness she brought"...
(My Lady From South of Detroit)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Páscoa de fuscamaníaco



Uma boa imagem, um bom chocolate... A imagem ficou... já o chocolate...!!!!!!!






terça-feira, 30 de março de 2010

Rush - Discografia



Snakes & Arrows Live, CD duplo do Rush, foi lançado em 14 de abril de 2008 nos Estados Unidos e Reino Unido e em 15 de abril de 2008 em todo o mundo. O material foi retirado de duas apresentações durante a primeira parte do Snakes & Arrows Tour, gravado no Ahoy Arena em Rotterdam, Holanda em 16 e 17 de outubro de 2007. Este é o primeiro dos álbuns ao vivo da banda de  destacar um trabalho de estúdio especificamente, com nove das 27 faixas extraídas Snakes & Arrows. As versões DVD e Blu-Ray deste álbum foram lançadas em 24 de novembro de2008.
DVD 1
  1. Limelight
  2. Digital Man
  3. Entre Nous
  4. Mission
  5. Freewill
  6. The Main Monkey Business
  7. The Larger Bowl
  8. Secret Touch
  9. Circumstances
  10. Between The Wheels
  11. Dreamline
  12. Far Cry
  13. Workin' Them Angels
  14. Armor and Sword
 DVD 2
  1. Spindrift
  2. The Way the Wind Blows
  3. Subdivisions
  4. Natural Science
  5. Witch Hunt
  6. Malignant Narcissism - De Slagwerker (Drum Solo)
  7. Hope
  8. Distant Early Warning
  9. The Spirit of Radio
  10. Tom Sawyer
  11. One Little Victory
  12. A Passage to Bangkok
  13. YYZ

PS. Este é o último disco do Rush, isto é,  lançado até agora, que fique bem claro! Já há notícias de novo álbum e parece que bem adiantado. Então aguardemos...! Já deu para perceber que sou fã, não???

domingo, 28 de março de 2010

Rock - Atualidades - Homenagem ao Rush

Hoje, 28 de março de 2010, o grande power-trio está sendo homenageado pelo Canadian Songwriters Hall of Fame. Fundado em 1998 pelo editor musical Frank Davies, o Hall induz artistas canadenses em três categorias básicas: compositores, canções e aqueles que têm oferecido contribuições significativas no que diz respeito à música. O Rush será merecidamente lembrado por seu marcante trabalho realizado em "Limelight",  "Closer to the Heart", "The Spirit of Radio", "Tom Sawyer" e "Subdivisions". A sexta edição do evento ocorrerá no George Weston Recital Hall, localizado no Toronto Centre for the Arts.
Por conta deste acontecimento em torno da banda, algumas entrevistas bem interessantes foram surgindo na mídia nos últimos dias. Na terça feira (23/03/2010), Geddy Lee e Alex Lifeson participaram de um longo bate-papo realizado pela rede CBC, onde comentaram com a jornalista Laurie Brown a indicação para integrar o Canadian Songwriters Hall. Nessa entevista, os rapazes alegraram muitos fãs ao redor do mundo informando já terem 6 canções novas prontas, estando eles trabalhando realmente em um novo material nesse momento.
Já na quinta, dia 26/03, Neil Peart revelou também ao jornal The Canadian Press mais detalhes sobre esse próximo lançamento do RUSH: "Juntaremos essas canções e, se elas soarem bem, provavelmente iremos lançá-las por conta própria. Estamos nos perguntando: Se finalizarmos algumas composições sairemos numa pequena turnê para apresentá-las, voltando ao estúdio logo depois para compor novamente? Seria uma maneira interessante de agitarmos nosso modo habitual de fazer as coisas. (...) Ainda não há nada que eu possa confirmar... essas coisas são muito complicadas e há muito envolvido nisso. Tudo o que posso dizer é que estamos considerando essa possibilidade..."
Infelizmente nenhuma dessas entrevistas havia trazido detalhes mais aprofundados sobre o assunto nova turnê. Porém uma nova matéria com Alex Lifeson, publicada no jornal canadense Toronto Globe and Mail, acabou felizmente por mostrar um pouco mais. Quando perguntado sobre o próximo álbum da banda, Lerxst reiterou as declarações de seus companheiros, revelando também vários detalhes à respeito não só da aguardada turnê, mas também do próximo álbum do RUSH:
"Ficamos fora durante um ano e meio, e agora é só trabalho. Tudo está muito louco e não há um só minuto perdido no dia. Temos essa meia dúzia de canções e provavelmente iremos pro estúdio trabalhar em algumas delas, para ver como ficam. Talvez lançaremos algo - digo talvez - e planejamos cair na estrada em junho. O ideal pra gente seria poder mostrar algumas dessas canções já em turnê, essa que se encerraria no fim de outubro, para então voltarmos ao estúdio a fim de continuarmos a compor. Em seguida, gravaríamos o disco entre o fim do ano e o começo do outro para então lançá-lo durante a primavera de 2011, juntamente com uma turnê um pouco mais substancial. Provavelmente esse ano tocaremos umas 45 datas. Já em 2011 tocaríamos ainda mais, umas 70..."
Complementando ainda mais essas grandes novidades acerca do power-trio, temos um pequeno fato que reforça ainda mais o iminente retorno do Rush aos palcos em 2010: O técnico de bateria de Neil Peart, Lorne Wheaton, atualizou no último dia 17 sua página pessoal no MySpace, que antes trazia a mensagem: "Esperando que decisões sejam tomadas...".
Agora o que temos, para felicidade da galera, é a seguinte: "Indo à YYZ (Toronto) para sessões, na estrada nesse verão :)".



Mau gosto não se discute

 Hoje ao folhear uma revista, me deparo com uma reportagem de 2 páginas sobre um indivíduo de nome Léo Santana, que todo mundo chama de "cantor" e "dançarino", tem como ídolo um indivíduo chamado de Xanddy e tido como herdeiro legítimo das "qualidades" de uma turma que se intitulava "É o Tchan". Pronto para enviar um comentário para a revista, ao abrir meu e-mail, tinha uma newsletter do Whiplash com um subtítulo de "Mau gosto não se discute". Abri o link e com grata satisfação vi tratar-se de um blog de autoria de Roger Lopes. Cada palavra dita reflete minha opinião e meu desprezo por todas essas pessoas que se dizem músicos, como o rapaz da reportagem. Me causa mais asco ainda, as pessoas que  dão trela, dinheiro e ainda perdem tempo ouvindo todas essas baboseiras.

"Dentre as coisas mais irritantes concebidas no mundo, poucas sobrepujam os malditos jargões. Frases feitas disfarçadas de profunda sabedoria e dogmas incontestes que apenas escondem no âmago a notável incapacidade de seu interlocutor de analisar criticamente qualquer situação. “Gosto não se discute”. “Política, religião e futebol não se discutem”. Então nada se discute e tudo permanece na mediocridade.
Fica-se, no entanto, a impressão de que apenas o mau gosto não é passível de discussão, pois quem se baseia em modelos culturais elevados está sempre buscando o debate. Todavia, o que força esse assunto à baila é a plena convicção de que o convívio social e princípios básicos de cidadania estão intrinsecamente ligados ao gosto particular das pessoas.
É suficientemente ruim viver sob uma ditadura midiática que empurra goela adentro tudo quanto é lixo pseudo-artístico, fabricado por uma nefasta e apelativa indústria do entretenimento, cujos artifícios para justificar a merda jogada ao público são os mais sórdidos possíveis. O ilegal e imoral jabá é só um dos inúmeros exemplos.
Pior do que a ausência de opção nos ditos veículos “democráticos” de comunicação, cuja concessão pública obriga contratualmente a destinação de percentual da grade à transmissão de programação educativa em horário nobre (o que jamais é cumprido), é o absoluto desrespeito daqueles que tem estomago para digerir tal gororoba “cultural” para com os ouvidos alheios.
Não se encontra mecanismo na Terra para fugir dessa praga infecta que inferniza os quatro cantos e tímpanos do país, pois aonde quer que se vá sempre aparece algum lazarento com distúrbio comportamental, portando um crime ecológico sobre rodas, todo equipadão com caixas acústicas de fazer inveja à Orquestra Sinfônica de Berlim para ostentar um inacreditável repertório de tortura sonora, o qual insiste chamar de música, contrariando todas as definições para essa palavra.
Tal público, irremediavelmente desprovido de bom senso, acredita piamente realizar imensurável favor à humanidade ao compartilhar a predileção pela miserabilidade artística a ele imposta, elevando em insuportáveis decibéis toda a vulgaridade de “funks” carioca (nunca a excelente black music dos anos 70), melacuecas pagodísticos intragáveis (não o samba de raiz e o partido alto de outrora), a cornomania sertanoja (nada a ver com o regional caipira), os forrós “universitários” (tentativa malfadada de sofisticar o baião) e as apelações bundísticas dos axés da vida.
Permita abrir parêntese para notar que os cidadãos com gosto refinado e erudito, independentemente da classe social, pois pobreza de espírito não está relacionada a poder aquisitivo,  como os apreciadores de ópera, música clássica, jazz, blues, soul, MPB e rock (tradicionalmente estereotipado como um som para se ouvir em volume alto), entre outros, dificilmente expõem suas preferências em ambientes não propícios, reservando-se a degustar suas paixões de forma individual, evitando sempre que possível incomodar ao próximo.
Infelizmente, os que possuem essa consciência e respeitam as mínimas normas de convívio são minoria no país, estando sujeitos à cretinice bovina dos seguidores de modinhas imbecilizantes, cuja idiotia e falta de cidadania os leva a procurar locais com concentração de pessoas nem sempre dispostas a escutar a última apologia ao crime e à putaria desenfreada, gravada por algum traficante dos morros carioca ou por detentos dos cadeiões paulistas, disparada pelo estridente celular by 25 de Março com MP3, ignorando qualquer aviso de “PROIBIDO APARELHO SONORO” ou coisa que o valha sob o pretexto de que gosto não se discute.
É verdade, mau gosto não se discute, mas sim se expurga por meio de boa educação e cultura, condimentos dos quais a culinária brasileira ainda prescinde e muito."

Autor: Roger Lopes
Fonte: http://pessimismoemgotas.wordpress.com

quinta-feira, 25 de março de 2010

Morre Jim Marshall




O fotógrafo de música Jim Marshall de 74 anos, que passou mais de 50 anos capturando imagens de lendas do rock como Beatles, Bob Dylan e Janis Joplin, morreu em Nova York aos 74 anos.
A informação foi confirmada ontem por Aaron Zych, diretor de uma galeria que sediou uma das últimas mostras com fotos de Marshall.
O fotógrafo era aguardado ontem à noite em um evento para promover seu novo livro, em parceria com Timothy White. Ele aparentemente morreu sozinho, enquanto dormia no seu quarto de hotel em Nova York, disse Zych.
"O trabalho de Jim é lendário", afirmou o empresário. "No que diz respeito a fotografias de música, ele é o padrinho."
A causa da morte ainda não é conhecida.
De acordo com seu site oficial, Marshall assinou as fotos de mais de 500 capas de disco. Ele ficou bastante conhecido pelas imagens feitas de Jimi Hendrix no Monterey Pop Festival, em 1967, e em Woodstock, em 1969, onde foi o fotógrafo oficial do The Who.
Marshall também foi o único fotógrafo que teve acesso aos bastidores do que acabou sendo o último show dos Beatles, em San Francisco, em 1966.
Johnny Cash em foto de 1969, feita por Jim Marshall

Outras fotos famosas de sua autoria retratam Bob Dylan, The Grateful Dead, Janis Joplin e os Rolling Stones. Seus trabalhos mais recentes foram com Ben Harper e Red Hot Chili Peppers.
"Essa carreira nunca foi apenas um trabalho, é a minha vida", escreveu Marshall em seu site. 
Led Zeppelin

Janis Joplin
Jim Morrison

Mick Jagger