sexta-feira, 23 de julho de 2010

Restauração Fusca Juliano I

As fotos abaixo são do Fusca do Juliano Dalla Rosa, em fase de restauração.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Rock progressivo - Gentle Giant



O Gentle Giant  é uma banda de rock progressiva britânica formada em 1970 pelos três irmãos Shulman, após o término da banda pop Simon Dupree and the Big Sound em 1969. Gravaram doze álbuns entre 1970 e 1980.
Inspirados por antigos filósofos, eventos pessoais e os trabalhos de François Rabelais, a proposta da banda era: "expandir as fronteiras da música popular contemporânea, com o risco de se tornar muito impopular.”
Foi uma das grandes bandas de rock progressivo durante a década de 1970 e uma das lendas criadas por esse estilo, visto que existem hoje legiões de fãs da banda espalhadas pelo mundo. A banda foi formada pelos três irmãos Shulman (Phil, Derek e Ray) todos ex-integrantes da banda britânica pop/soul/psicodélica Simon Dupree and the Big Sound formada em 1966. No início, tocaram por toda a Inglaterra durante quatro anos, sendo bem recebidos pelas rádios e televisão.
Lançaram um álbum com um compacto no top 5 da parada britânica, mas sem deixar uma impressão indelével na cena musical britânica. Pelo final de 1969, os Shulmans terminaram a Simon Dupree e lançaram seus olhares sobre o crescente fascínio do meio musical por uma música mais criativa e inteligente que viria a ser chamada de rock progressivo.
No início de 1970, eles formaram o Gentle Giant, junto com Martin Smith, Kerry Minnear  e Gary Green. O novo grupo começou a fazer um som mais aventureiro, desafiante e distinto de tudo o que se conhecia em termos de música. Compara-se a inovação que os Beatles representaram para o rock em seu tempo com a do Gentle Giant para o rock progressivo.
A música do Gentle Giant possuía vários aspectos em comum a outras bandas de rock progressivo da época: rápidas mudanças no tempo, compassos diversificados, melodias complexas, com harmonias freqüentemente contrastando com dissonância, grande uso de instrumentos musicais medievais não convencionais, estruturas musicais tipicamente associadas à música erudita, como fugas e madrigais, letras complexas e álbuns conceituais. Tinham como influências musicais rock, jazz, música clássica, avant-garde, blues e música medieval inglesa. Outra característica da banda eram os vocais múltiplos e sincronizados, pouco comuns na sua época. Todos os membros da banda tocavam múltiplos instrumentos, somente os principais estão destacados aqui.
§       Derek Shulman: vocal principal, saxofone. Nascido em 11/02/1947, em Glasgow.
§       Ray Shulman: baixo, violino. Nascido em 08/12/1949 em Portsmouth.
§       Kerry Minnear: teclados, vocais principais. Nascido em 02/01/1947, em Dorset.
§       Gary Green: guitarras, vocais. Nascido em 20/11/1950, em Londres.
§        Phil Shulman: instrumentos de sopro e metais, vocais principais (em "Gentle Giant", "Acquiring the Taste", "Three Friends" e "Octopus"). Nascido em 27/08/1937, em Glasgow.
§         Martin Smith - (17 de Dezembro de 1946, Southampton - 2 de Março de 1997).
bateria, percussão (em "Gentle Giant" e "Acquiring the Taste").
§         Malcolm Mortimore: bateria, percussão (em "Three Friends). Nascido em 16/06/1953 em Wimbledon, Londres.
§       John Weathers: bateria, percussão (em todos os álbuns remanescentes). Nascido em 02/02/1947 em Carmarthen.
A maioria das músicas foi composta por Derek, Ray, Kerry, e Phil (quando ele estava no grupo).
                                    
Capa do 1º álbum
Discografia
§          Gentle Giant (1970)
   §      Acquiring The Taste (1971)
   §     Three Friends (1972)
   §      Octopus (1972)
   §       I On A Glass House (1973)
   §      The Power And The Glory (1974)
   §      Free Hand (1975)
   §      Interview (1976)
   §     Playing The Fool (1977, ao vivo)
   §     The Missing Piece (1977)
   §     Giant For A Day (1978)
   §     Civilian (1980)
                                            
     Capas de Octopus (acima a original)
                                   
               

sábado, 17 de julho de 2010

Restauração Fusca do David II

Em dezembro do ano passado, postei algumas fotos do Fusca do nosso amigo David Wierman. Eis a continuação, após uma longa pausa.





sexta-feira, 16 de julho de 2010

Rock progressivo - Sagrado Coração da Terra

Grupo formado em 1979 pelo compositor e violinista Marcus Viana, realiza um trabalho de fusão entre a música erudita e o rock progressivo, de qualidade reconhecida internacionalmente. As letras evocam questões ecológicas e espirituais. A formação do grupo variou muito em seus mais de 20 anos de existência, com quatro discos gravados e lançados no Brasil e no exterior, além de participações.
Um dos maiores nomes do rock progressivo brasileiro, o Sagrado Coração da Terra, estréia em 1984 com ótimo LP independente que construiria boa reputação junto ao público no exterior (Japão em particular, onde os LPs seriam relançados em CD antes do Brasil). Viana, com passagem por outros grupos progressivos (com o efêmero Saecula Seculorum), teria algumas participações dignas de nota (como a ótima faixa "Jardim das Delícias", do LP "Nascente", de Flávio Venturini, que ajuda nos coros no primeiro LP do Sagrado) em trabalhos de outros artistas e na composição de trilhas-sonoras para TV (como as da minissérie "Pantanal", e "O Canto das Sereias", da Rede Manchete, além do tema de abertura da novela "Que Rei Sou Eu?" da Rede Globo, extraído do LP "Flecha"). Viana lançaria também álbuns-solo paralelamente às atividades da banda.
Depois de "Flecha", ainda pela Arteciência, e "Farol da Liberdade" (com alguns temas das citadas minisséries), já pelo seu próprio selo Sonhos&Sons, o Sagrado editaria seu quarto trabalho com Viana, Augusto Rennó (violão e guitarra), Ivan Correia (baixo), Lincoln Cheib (bateria) e Bauxita (vocal)." (ERP)
Depois do CD Grande Espírito, o Sagrado entrou numa grande hibernação. Viana começaria a de destacar cada vez mais em sua carreira-solo, compondo trilhas para séries, novelas etc. O Sagrado volta a realizar alguns shows, juntamente com a Transfônica Orkestra. Um novo trabalho é lançado em 2001 com novos músicos, bem como três coletâneas: uma com um Best of, outra com instrumentais e outra com músicas cantadas. Todas as coletâneas foram remasterizadas e contém pelo menos uma música com novo arranjo ou inédita.  

Músicos das diversas formações:
Guitarristas:  Alexandre Lopes, Chico Amaral, Fernando Campos, Augusto Rennó, Alysson Lima;
Baixistas:  Edson Plá, Mauriti, Giló, Caio Guimarães, Ivan Correia, Alysson lima, Gauguin, Paulinho Carvalho; Bateristas - Zé Arthur, Porquinho (Sérgio Viana), Zé Luís, Marco Antônio Botelho, Nenem, João Guimarães, Lincoln Cheib, limão (André Queiroz), Mário Castelo, Eduardo Campos;
Tecladistas:  Cristiana Ramos, Inês Brando, Ronaldo Pellicano , Lincoln Meirelles, Zé Marcos, Ciácomo Lombardi;
Vocalistas: Marcus viana, Vanessa Falabella, Carla Villar, Rosani Reis, Paula Santoro, Bauxita, Paula Vargas, Rosina Minari. 
Discografia:
Sagrado Coração da Terra - 1984 
Flecha - 1987 - Arteciência - 1987
Farol da Liberdade - 1991
Grande Espírito - 1993
A Leste do Sol, Oeste da Lua - 2000
Canções (coletânea) - 2001
Instrumental (coletânea) - 2001
Sacred Heart of Earth (coletânea)- 2002

terça-feira, 13 de julho de 2010

Dia Mundial do Rock - 2010



Hoje é o Dia Mundial do Rock! Não é uma simples data. É o dia instituído para celebrar o estilo musical (eu disse musical) que mudou regras e comportamento de várias gerações e continua influenciando milhões de pessoas (graças a Deus!).  O músico irlandês Bob Geldof instituiu a data há 25 anos atrás. Geldof (o Pink do filme "The Wall") organizou, em 1985, o Live Aid com o objetivo de ajudar a eliminar a fome na Etiópia. Os shows foram um sucesso e aconteceram simultaneamente na Inglaterra e Estados Unidos. Milhões arrecadados e a presença de artistas como The Who, Led Zeppelin, Dire Straits, Queen, U2, Paul McCartney, dentre outros. 
A parceria Bono Vox e Bob Geldof surgiu 20 anos depois com a organização do Live 8, a fim de pressionar os países do G8 a perdoarem a dívida externa das nações mais pobres do mundo. 
Além de cultuar os ídolos que continuam a embalar o nosso ritmo, também lembramos dos que se foram deste mundo, mas que continuam muito vivos em cada refrão ou riff de guitarra que sempre, nós, amantes da boa música, ouvimos e ainda vamos propagar a todos os cantos deste mundo. 

A minha homenagem hoje é para os que estão se apresentando em outras galáxias:



segunda-feira, 12 de julho de 2010

Rock - Wishbone Ash


Em julho de 1966, os irmãos Glen e Martin Turner se encontraram com Steve Upton, que havia tocado profissionalmente na Alemanha e Inglaterra e convidaram-no a formar o Empty Vessels. O nome não durou muito e logo virou Tanglewood. O trio saiu de sua cidade natal, Exetel, e partiu para Londres.
Sem sorte, o grupo estava quase desistindo quando foram convidados a abrir o show do The Yardbirds. Miles Copeland, que assistiu à apresentação, ficou bem impressionado com o som do Tanglewood e ofereceu-se como empresário do grupo. O guitarrista Glen Turner decidiu voltar para Exeter, mas a dupla Martin e Steve continuou em Londres com Miles Copeland. Eles precisavam de um guitarrista e Miles distribuiu papéis na cidade convocando os candidatos.


Durante a audição, a dupla gostou de dois, David Ted Turner e Andy Powell. Eles decidiram não contratar um tecladista e ficaram com os dois guitarristas. As influências musicais dos novos integrantes foram incorporadas ao som rock do grupo: Powell com o soul e David mais próximo do blues norte-americano. Eles perceberam que era necessário trocar de nome, precisavam de um que não os rotulasse, já que a mistura de ritmos estava presente e aberta para novidades. Em 1970, iniciou-se a carreira do Wishbone Ash.
Ensaiaram as primeiras músicas para montar um show e sofreram bastante no início. Sem espaço para tocar em Londres, Miles fez um contato com o produtor do Deep Purple, que gostou do trabalho do grupo e o indicou à gravadora Decca. O curioso é que eles fecharam primeiro um contrato nos Estados Unidos e não na Inglaterra.
O álbum de estréia saiu em 1970, “Wishbone Ash”. Em seguida veio “Pilgrimage”, em 1971, e uma turnê em que eles abriram shows do The Who. A experiência rendeu a música “Time Was”, entre outras, que entrou no disco “Argus”, em 1972. A revista Melody Maker escolheu “Argus” como o melhor álbum inglês em 1972.
Para compor um novo álbum, o grupo preferiu se isolar. Colocaram tudo em um caminhão e partiram para o interior. Ficaram numa cabana sem TV, rádio ou telefone. O resultado foi “Wishbone Four”, em 1973. Logo em seguida, saiu o primeiro disco ao vivo do grupo, "Live Dates”. Após a turnê, David Ted Turner deixou o grupo e foi substituído por Laurie Wisefield, que estreou no estúdio em “There’s the Rub”, primeiro disco gravado nos Estados Unidos. A mudança foi ainda maior e o grupo adotou o país como sua nova casa.
Com o novo selo, Atlantic, o Wishbone Ash lançou mais dois discos, “Locked In” e “New England”, ambos com Miles Copeland. Em 1979, o grupo gravou o primeiro disco com o produtor Nigel Grey, “Just Testing”. Naquela época, Martin Turner decidiu abandonar o grupo e o baixista inglês John Wetton entrou no lugar para gravar “Number the Brave”, em 1981. O grupo continuou trabalhando intensamente nos anos seguintes.
A volta da formação original aconteceu em 1986 quando Miles Copeland entrou em contato com Andy e Ted Turner. Miles havia se tornado produtor do The Police e aberto um selo, IRS Records. Ele convidou o Wishbone Ash para gravar um disco em uma coleção que o IRS lançaria em breve. Andy Powell, Ted Turner, Steve Upton e Martin Turner reuniram-se e gravaram o projeto. A formação ainda durou mais três anos, quando lançaram “Nouveau Calls” e “Here To Hear”. Steve preferiu sair novamente e se aposentou, sendo substituído por Ray Weston.
Em 1995, com Andy Pyle no baixo, o grupo gravou um disco ao vivo, “Live in Chicago”, pelo selo Griffin. O show gravado incluiu vários sucessos da carreira do grupo, como “The King Will Come” e “Throw Down the Sword”, além de algumas canções nunca lançadas nos Estados Unidos. Naquele mesmo ano, Ted Turner abandonava o grupo novamente e o único membro da formação original era Andy Powell. O guitarrista entrou no Top 20 dos melhores da história no instrumento da revista Rolling Stones.
O grupo continuou, mas só lançaram discos ao vivo ou coletâneas. O jejum de estúdio terminou em 1996, com “Illuminations”. Em 2000, eles saíram em turnê na Europa para divulgar o lançamento de “Bare Bones” e celebrar os 30 anos do Wishbone Ash. 


Em 2003, após várias mudanças de integrantes, o grupo era formado por Andy Powell (guitarra e voz), Bob Skeat (baixo), Ben Granfelt (guitarra) e Ray Weston (bateria). O último registro lançado foi “Bona Fide”, em 2002, com produção do próprio Andy Powell. No final do ano seguinte, eles aterrissaram no Brasil para algumas apresentações e não demonstraram até agora sinal de que vão parar.

Discografia

  1. Wishbone Ash (1970)
  2. Pilgrimage (1971)
  3. Argus (1972)
  4. Wishbone Four (1973)
  5. Live Dates (1974)
  6. There's the Rub (1974)
  7. Locked In (1975)
  8. The King Will Come: Live(1976)
  9. New England (1976)
  10. Mother of Pearl: Live (1976)
  11. Front Page News (1977)
  12. No Smoke Without Fire (1978)
  13. Just Testing (1980)
  14. Live Dates II (1980)
  15. Number the Brave (1981)
  16. Twin Barrels Burning (1982)
  17. Raw to the Bone (1985)
  18. Nouveau Calls (1987)
  19. Here to Hear (1989)
  20. Strange Affair (1991)
  21. The Ash Live in Chicago (1992)
  22. Live in Geneva (1995)
  23. Illuminations (1996)
  24. Trance Visionary (1997)
  25. Psychich Terrorism (1998)
  26. Bare Bones (1999)
  27. Live Dates III (2000)
  28. Bona Fide (2002)
  29. Almighty Blues Live (2003)
  30. Clan Destiny (2006)
  31. The Power of Eternity (2007)

DVDs e Videos

  • Lorelie (1976)
  • Classis Rock Legends (1989)
  • 30th Anniversary Concert - Live At Shepherds Bush Empire (2000)
  • Almighty Blues - Live In London & Beyond (2003)
  • Phoenix Rising - Classic Ash : Then & Now (2004)