terça-feira, 13 de março de 2012

Rock - formações e mudanças


Algumas bandas parecem ter um destino pré-traçado no que diz respeito às formações. Muitas delas trocaram o line-up ao longo da carreira, algumas melhoraram, outras nem tanto e outras tantas não se abalaram, levando em conta o estilo de música e os postos trocados.
Muitas pessoas não concebem o Iron Maidem sem Bruce Dickinson nos vocais, apesar da banda ter nascido com Paul D’ianno. Longe de ser ruim, D’ianno foi substituído por uma das 10 vozes mais marcantes do rock. Nesse caso, a mudança foi para muito melhor.
Em certos casos, a mudança de algumas peças das bandas significou uma mudança de estilo, como foi o caso do Deep Purple. Nos primeiros álbuns via-se uma tendência progressiva, principalmente por causa dos teclados clássicos de John Lord. Algum tempo depois, com a saída de Nick Simper e Rod Evans, substituídos por Ian Gillan e Richie Blackmore, a banda entra para a história como precursora do hard rock. Alguns consideram esta a melhor formação do Purple. 


Os vocais de Gillan foram a marca registrada dessa fase. Mais à frente, temos a entrada do vocalista David Coverdale (mais um entre os 10 melhores) e Glenn Hughes, que conferem à banda uma mudança significativa no som, com músicas baseadas em blues e funk.

O Black Sabbath é outro grande exemplo. Com Ozzy Osbourne nos vocais a banda era uma coisa, e sua saída mudou os rumos da banda. A banda teve vários vocalistas (Tony Martin, Ian Gillan) até a entrada de Ronnie James Dio (mais um entre os 10 mais). Aí o grupo se renovou e, em minha opinião, melhorou muito. Digo isto no sentido banda e não desmerecendo Ozzy ou os outros vocalistas. Ozzy parece que funcionou melhor em carreira solo. Dava a impressão de que ele estava preso ao estilo Sabbath, e Ronnie James Dio ficava mais à vontade, principalmente no palco.
Tem bandas que ficaram marcadas pela primeira formação e nesta categoria, cito o Queen, com Freddie Mercury à frente. Devido á sua competência e carisma, fica impossível imaginar a banda com outro vocalista, apesar de terem feito um álbum com os vocais de Paul Rodgers (ex- Free e Bad Company). Dono de uma voz e uma energia fora do comum, Freddie era a própria imagem do Queen, a despeito da ótima banda. 


Vale citar também o Uriah Heep com a era David Byron. Não fosse a “teimosia” de Mick Box em prosseguir, visto que Byron foi praticamente chutado, a banda teria morrido ali. Outros bons vocalistas vieram, mas o palco do Heep sempre será de David Byron.



O Van Halen, que recentemente voltou à formação (quase) original, também passou por transformações significativas com a saída de David Lee Roth, considerado por muitos como prima-dona ao extremo. Acontece que o moço canta muito e, Sammy Hagar, apesar de ser bom vocalista, ficava longe de Roth. Em álbum recém-lançado, faltou o baixista Michael Antony, substituído pelo filho de Eddie Van Halen, mas críticos já dispararam contra, já que Antony faz falta, principalmente no palco. Mesmo porque as músicas do novo álbum são sobras de gravações antigas e o filho de Eddie, talvez nem tivesse nascido ainda. 




Por: Ideraldo Cruz