domingo, 19 de julho de 2009

Rock Progressivo

Amanhã, dia 20, em Poços, dentro da programação do Julho Fest 2009 (o show será às 19h no teatro da Urca), alguns poucos privilegiados (digo poucos, porque a cultura brasileira é meio pobre nesse quesito), terão a oportunidade de conhecer ou relembrar, uma banda brasileira de rock progressivo autêntico. Trata-se do Relembrando o Vale das Maçãs. O RVM é uma banda formada em Santos-SP, em 1973, originalmente com Fernando Pacheco, Fernando Motta e Domingos Mariotti. Depois de dois anos, resta somente Fernando Pacheco da formação original, e reuniram-se ao grupo Luís Aranha, Moacir Amaral, Eliseu de Oliveira, Ronaldo Mesquita e Milton Bernardes. Durante esse período, a banda se dedicou a concertos pelo Brasil.
Em 1977 gravam o álbum de estréia, "As Crianças da Nova Floresta". Em 1980, Milton foi substituído por Lourenço Gotti. Posteriormente, a banda passa por um longo período somente em estúdios de gravação. Mas em 1987 é lançado "Himalaia", cujo lado A tinha participação do grupo. O lado B foi um trabalho solo de Pacheco. Voltando às apresentações em 1992, o grupo grava "As Crianças da Nova Floresta II" em 1993.
Ao longo da história da banda passaram vários integrantes: Fernando Pacheco (violão e guitarra), Ronaldo Mesquita (Gui) (baixo), Fernando Motta (violão, percussão), Eliseu de Oliveira Filho (Lee) (teclados), Moacir Amaral Filho (flauta), Marcus Garcia (teclados), Luiz Aranha (violino)Lourenço Gotti (bateria), Milton Bernardes (bateria) e Hildebrando (teclados), Domingos (flauta).

Discografia
1977 - As Crianças da Nova Floresta (Vinil) - relançamento em CD em 2001
1986 - Himalaia (LP, FS) - Fernando Pacheco com RVM; relançamento em CD em 1998
1993 - As Crianças da Nova Floresta II (CD)

Compactos
1982 - "Sorriso de Verão/Flores na Estrada"
Parabéns, a quem numa atitude coerente, e, diria até com muita lucidez, incluiu essa banda dentro da programação do Julho Fest. Gostaria até de citar o nome da pessoa que sugeriu, e assim que ficar sabendo, faço um post exclusivo com ela. É um sinal de que nem tudo está perdido no cenário verdadeiramente musical brasileiro, porque trazer duplas "sertanejas", é de extremo mau gosto para a cultura da cidade. Ou seria falta de gosto?